Relatório integral da operação de tráfego pago do TMDriver Caminhoneiro. Da primeira campanha de venda até hoje: 13 dias, 2 campanhas, R$ 495,09 investidos, cada alteração com data e motivo. Termina com a estratégia das próximas semanas e o porquê de cada decisão.
Este é o primeiro relatório integral da operação. Ele existe para que qualquer pessoa, inclusive quem não acompanhou o dia a dia, entenda onde o dinheiro foi, o que foi testado e por que a estratégia muda a partir de agora.
É possível vender uma assinatura de R$ 45,90 para o caminhoneiro brasileiro através de anúncio pago?
Treze dias depois, a resposta ainda não é sim nem não. Mas o que impedia a resposta mudou de lugar três vezes, e é isso que este documento registra.
Não é uma peça de vitrine. Ele mostra o que deu errado com a mesma clareza do que deu certo, porque decisão de investimento tomada em cima de relatório maquiado custa mais caro que o erro original.
O registro auditável de cada alteração, com data e hora extraídas do log da própria plataforma, e a leitura técnica do que cada uma produziu. É o documento que permite discordar da conclusão olhando o mesmo dado.
Oito paradas, do vocabulário técnico até a estratégia das próximas semanas.
Quatro siglas explicam quase toda conversa sobre anúncio. Cada uma com o número real.
Nove marcos, da primeira campanha até hoje, com data, hora e motivo.
Quanto foi investido, o que isso comprou, e o que não comprou.
A descoberta desta semana, e ela não estava em nenhuma hipótese anterior.
O que acontece depois do clique. É onde o problema mora hoje.
Quatro hipóteses, o veredito de cada uma, e o que ficou sem resposta.
O que muda, o que fica como está, e o porquê de cada uma.
O quadro para consultar sem reler o documento.
Quatro siglas explicam a maior parte de qualquer conversa sobre tráfego pago. Cada uma vem com o valor real da operação, para o termo grudar no número.
Quanto se paga para o anúncio APARECER mil vezes. Mede o preço do espaço, não o resultado. É o aluguel da vitrine.
De cada 100 pessoas que VEEM o anúncio, quantas clicam. Mede se a arte e a frase chamam atenção. CTR alto quer dizer anúncio interessante, e nada além disso.
Quanto custa cada clique. Junta o CPM com o CTR: anúncio que chama muita atenção barateia o clique.
Clique é intenção, visita é chegada. A diferença some quando a pessoa desiste durante o carregamento. É a primeira métrica que fala do site, e não do anúncio.
Todas medem o ANÚNCIO, nenhuma mede o NEGÓCIO. É perfeitamente possível ter CTR excelente, CPC baratíssimo e zero venda. Foi exatamente o que aconteceu aqui, e é por isso que este relatório tem uma seção só sobre o que acontece depois do clique.
Nove marcos. As datas e horas vieram do log de atividades da própria plataforma, não de anotação nossa, e por isso são auditáveis.
De 20 de agosto a 1 de setembro, somando as duas campanhas de venda.
| Campanha | Período | Investido | Aparições | Visitas | Cliques em assinar | Contatos no WhatsApp |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Depoimento (Kellen) | 20/08 a 01/09 | R$ 328,12 | 23.077 | 1.315 | 3 | 3 |
| Problema e solução | 24/08 a 01/09 | R$ 166,88 | 23.609 | 1.310 | 0 | 0 |
As duas campanhas compraram praticamente o mesmo volume: cerca de 23 mil aparições e 1.300 visitas cada. A do depoimento custou o dobro e foi a única que produziu intenção real: 3 cliques em assinar e 3 contatos no WhatsApp, contra zero da outra.
Visita mais barata não é visita melhor. É a lição que atravessa este relatório inteiro.
Todo anúncio pode aparecer em vários lugares: no feed, nos stories, nos reels, no Facebook, no Instagram. Cada um desses lugares se chama posicionamento, e cada um tem um comportamento completamente diferente. Esta é a primeira vez que a operação olha para isso.
R$ 87,41 dos R$ 234 foram para o Stories do Facebook, que entregou as visitas mais baratas da conta, a R$ 0,11 cada. Barato demais, e aí está a questão.
Stories é uma tela cheia e vertical, percorrida com o dedo em velocidade. As artes foram desenhadas em formato de feed, quadrado e alto, para serem lidas paradas. Exibidas em Stories, elas aparecem cortadas ou espremidas, e o toque acontece muitas vezes por acidente, enquanto a pessoa tenta avançar.
Isso explica o padrão que nenhuma hipótese anterior explicava: volume de visitas subindo e qualidade de leitura despencando ao mesmo tempo.
A medição da página não registra de qual posicionamento a pessoa veio. Então a ligação entre Facebook Stories e a queda de leitura é a explicação mais provável, não um fato demonstrado.
É uma hipótese testável, e barata: desligar Stories e ver se a taxa de leitura sobe. É o primeiro item da estratégia na seção 09.
Este dado nenhuma plataforma de anúncio entrega. Ele vem de instrumentação própria instalada na página, que registra até onde cada pessoa desce. Números de 28/08 a 01/09.
Elas veem a primeira tela, ficam 6 segundos em média, e vão embora. Isso aconteceu com cinco criativos diferentes, dois formatos, duas otimizações e duas ordens de página.
Quando tudo que se muda dá no mesmo resultado, a causa está no que não mudou.
Quatro hipóteses. Três refutadas, uma sem veredito. Hipótese refutada tem valor: elimina um caminho caro antes de gastar mais nele.
| Hipótese | O que se esperava | O que aconteceu | Veredito |
|---|---|---|---|
| A abertura do vídeo | uma das três prenderia mais | Colegas foi a única a gerar intenção: 3 cliques em assinar e 3 contatos | confirmada |
| O rótulo escondido | corrigir faria a leitura subir | de 1,1% para 0,9%. Três artes refeitas, número parado | refutada |
| O evento perseguido | visita à página daria volume e aprendizado | visita 5x mais barata, leitura caiu de 13,2% para 0,6% | refutada |
| A ordem das dobras | subir o seguro faria mais gente descer | taxa caiu, mas três outras coisas mudaram na mesma janela | sem veredito |
Em 18 horas, entre 26 e 28 de agosto, quatro coisas mudaram: a ordem da página, os três criativos, o evento perseguido e os posicionamentos. Quando quatro variáveis mudam juntas, nenhuma pode receber o crédito nem a culpa.
Foi isso que deixou a hipótese da ordem das dobras sem resposta, e o que quase fez a operação culpar o criativo por um problema que provavelmente é de posicionamento.
Regra que passa a valer: uma variável por vez, com 48 horas de série limpa entre mudanças. Testar mais devagar chega mais rápido.
O que muda, o que fica como está, e a razão de cada decisão.
É a única que produziu intenção real em 13 dias: 3 cliques em assinar e 3 contatos no WhatsApp. Volta a perseguir a chegada ao preço, que foi a configuração em que ela entregou 13,2% de leitura.
Por que não mexer: mexer no que funciona sem entender por que funciona é como a operação perdeu quatro dias nesta semana.
Ela não gerou nenhuma intenção, mas compra atenção 42% mais barata que a outra. Isso vira um ativo quando a página estiver convertendo.
Critério definido antes: se até 8 de setembro, com a primeira dobra refeita, ela não sair de 1% para 3% de leitura, é encerrada e a verba inteira vai para o depoimento.
Nenhum criativo novo será produzido nesta fase. Cinco criativos diferentes convergiram para o mesmo 1% de leitura. O sexto daria 1% também.
Produzir arte nova é a atividade que mais parece trabalho e menos muda resultado quando o gargalo está na página. O tempo e o dinheiro vão para a primeira dobra.
R$ 495,09 em 13 dias e 2 campanhas. Cai para R$ 30 por dia a partir de agora.
O depoimento em vídeo. Única fonte de intenção real: 3 cliques em assinar, 3 contatos.
99 de cada 100 pessoas saem na primeira tela, em 6 segundos, com qualquer criativo.
37% da verba foi para Facebook Stories, onde a arte não cabe e o toque é acidental.
Quatro variáveis mudaram em 18 horas. Agora é uma por vez, com 48h de série limpa.
Taxa de rolagem da página: de 1% para 5%. É a única que importa nas próximas duas semanas.