Relatório de performance e aquisição do TMDriver Caminhoneiro. Da primeira campanha de venda até hoje: 13 dias, 2 campanhas, R$ 507,38 investidos, cada alteração com data e motivo. Termina com a estratégia das próximas semanas e o porquê de cada decisão.
Se você tiver 30 segundos, leia só esta página.
O anúncio está funcionando e a página não. Em 13 dias, 38.972 pessoas foram alcançadas e 2.691 visitaram a página, a um custo baixo para o mercado. Dessas, 99% saíram na primeira tela.
Houve sinal de interesse real, e ele veio de um criativo só: 3 pessoas clicaram em assinar e 3 chamaram no WhatsApp, todas vindas do depoimento em vídeo com a abertura "Colegas".
O investimento foi reduzido de propósito, de R$ 49 para R$ 30 por dia, até a primeira dobra da página ser refeita. Aumentar verba antes disso acelera a perda, não a venda.
99% dos visitantes não passam da primeira dobra da landing page, com qualquer criativo testado. O gargalo saiu do anúncio e está na página.
Reestruturar a primeira dobra e medir de novo o avanço no funil, antes de voltar a subir investimento.
Este é o primeiro relatório integral da operação. Ele existe para que qualquer pessoa, inclusive quem não acompanhou o dia a dia, entenda onde o dinheiro foi, o que foi testado e por que a estratégia muda a partir de agora.
É possível vender uma assinatura de R$ 45,90 para o caminhoneiro brasileiro através de anúncio pago?
Treze dias depois, a resposta ainda não é sim nem não. Mas o que impedia a resposta mudou de lugar três vezes, e é isso que este documento registra.
Não é uma peça de vitrine. Ele mostra o que deu errado com a mesma clareza do que deu certo, porque decisão de investimento tomada em cima de relatório maquiado custa mais caro que o erro original.
O registro auditável de cada alteração, com data e hora extraídas do log da própria plataforma, e a leitura técnica do que cada uma produziu. É o documento que permite discordar da conclusão olhando o mesmo dado.
Oito paradas, do vocabulário técnico até a estratégia das próximas semanas.
Quatro siglas explicam quase toda conversa sobre anúncio. Cada uma com o número real.
Nove marcos, da primeira campanha até hoje, com data, hora e motivo.
Quanto foi investido, o que isso comprou, e o que não comprou.
A descoberta desta semana, e ela não estava em nenhuma hipótese anterior.
O que acontece depois do clique. É onde o problema mora hoje.
Quatro hipóteses, o veredito de cada uma, e o que ficou sem resposta.
O que muda, o que fica como está, e o porquê de cada uma.
O quadro para consultar sem reler o documento.
Quatro siglas explicam a maior parte de qualquer conversa sobre tráfego pago. Cada uma vem com o valor real da operação, para o termo grudar no número.
Quanto se paga para o anúncio APARECER mil vezes. Mede o preço do espaço, não o resultado. É o aluguel da vitrine.
De cada 100 pessoas que VEEM o anúncio, quantas clicam. Mede se a arte e a frase chamam atenção. CTR alto quer dizer anúncio interessante, e nada além disso.
Quanto custa cada clique. Junta o CPM com o CTR: anúncio que chama muita atenção barateia o clique.
Clique é intenção, visita é chegada. A diferença some quando a pessoa desiste durante o carregamento. É a primeira métrica que fala do site, e não do anúncio.
Todas medem o ANÚNCIO, nenhuma mede o NEGÓCIO. É perfeitamente possível ter CTR excelente, CPC baratíssimo e zero venda. Foi exatamente o que aconteceu aqui, e é por isso que este relatório tem uma seção só sobre o que acontece depois do clique.
Nove marcos. As datas e horas vieram do log de atividades da própria plataforma, não de anotação nossa, e por isso são auditáveis.
De 20 de agosto a 1 de setembro, somando as duas campanhas de venda.
| Campanha | Período | Investido | Aparições | Visitas | Cliques em assinar | Contatos no WhatsApp |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Depoimento (Kellen) | 20/08 a 01/09 | R$ 334,44 | 23.379 | 1.326 | 3 | 3 |
| Problema e solução | 24/08 a 01/09 | R$ 172,94 | 24.551 | 1.365 | 0 | 0 |
As duas campanhas compraram praticamente o mesmo volume: cerca de 24 mil aparições e 1.300 visitas cada. A do depoimento custou o dobro e foi a única que produziu intenção real: 3 cliques em assinar e 3 contatos no WhatsApp, contra zero da outra.
Visita mais barata não é visita melhor. É a lição que atravessa este relatório inteiro.
Os indicadores que descrevem a compra de atenção. Período de 20/08 a 01/09.
| Indicador | Resultado | O que significa |
|---|---|---|
| Investimento | R$ 507,38 | total no período |
| Impressões | 47.930 | quantas vezes o anúncio apareceu |
| Alcance | 38.972 | quantas PESSOAS diferentes viram |
| Frequência | 1,23 | cada pessoa viu 1,2 vez. Longe de saturação |
| Cliques no link | 3.243 | quantos toques no anúncio |
| CTR | 7,08% | acima de 2% já é bom no mercado |
| CPM | R$ 10,59 | custo por mil aparições |
| CPC | R$ 0,15 | custo por clique |
| Visitas à página | 2.691 | quem de fato carregou a página |
| Custo por visita | R$ 0,19 | o preço de trazer uma pessoa |
| Taxa de chegada | 83,0% | de cada 100 cliques, 83 viraram visita. 17 se perderam no caminho |
Frequência 1,23 significa que não há desgaste de criativo. Cada pessoa viu o anúncio pouco mais de uma vez. O público disponível ainda é grande, e trocar de arte por "cansaço" não se justifica pelo dado.
17% dos cliques não viraram visita. São pessoas que tocaram no anúncio e desistiram antes da página abrir. Parte disso é normal em celular, parte pode ser toque acidental, e é mais um indício do que a seção 06 mostra sobre posicionamento.
O produto fala com o caminhoneiro. Vale conferir se é ele quem está vendo.
| Faixa | Investimento | % da verba | CTR | Visitas |
|---|---|---|---|---|
| 35 a 44, homens | R$ 137,21 | 27,1% | 6,97% | 676 |
| 45 a 54, homens | R$ 128,89 | 25,4% | 8,06% | 638 |
| 25 a 34, homens | R$ 95,77 | 18,9% | 5,83% | 468 |
| 45 a 54, mulheres | R$ 56,19 | 11,1% | 8,40% | 361 |
| 35 a 44, mulheres | R$ 43,87 | 8,7% | 6,98% | 281 |
| 25 a 34, mulheres | R$ 28,03 | 5,5% | 5,06% | 147 |
| 55 a 64, ambos | R$ 16,42 | 3,2% | 9,3% | 113 |
52,5% da verba vai para homens de 35 a 54, que é o coração da profissão. E a faixa de 45 a 54 tem o melhor desempenho entre os homens, com CTR de 8,06%.
18,9% da verba vai para homens de 25 a 34, que têm o pior CTR de todos (5,83%). É a faixa com menos caminhoneiros em atividade. Restringir a idade mínima libera cerca de R$ 96 por período para as faixas que funcionam.
25,3% da verba alcança mulheres, e isso pode parecer erro num produto de caminhoneiro. É intencional: a assinatura cobre o titular e mais 3 dependentes, e quem costuma organizar a saúde da família é a esposa. Um dos criativos fala diretamente com ela.
O dado sustenta a escolha: mulheres de 45 a 54 têm CTR de 8,40%, o melhor de toda a conta entre faixas com volume relevante.
O Android tem CTR 41% maior, o que é coerente com o público: aparelho intermediário é o padrão de quem trabalha na estrada. Praticamente toda a operação acontece em celular, com desktop somando R$ 0,36 no período inteiro.
Onze peças rodaram no período. Esta tabela é o placar completo.
| Criativo | Investimento | Impressões | CTR | Visitas | Cliques em assinar | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Colegas (depoimento) | R$ 141,15 | 6.001 | 5,88% | 184 | 3 | 3 |
| Colegas (visita à página) | R$ 75,57 | 9.051 | 8,16% | 647 | 0 | 0 |
| Mulherada (visita à página) | R$ 72,79 | 6.673 | 7,84% | 464 | 0 | 0 |
| Remédio v2 | R$ 40,72 | 5.751 | 7,27% | 391 | 0 | 0 |
| Seguro v2 | R$ 37,75 | 5.711 | 5,80% | 317 | 0 | 0 |
| Madrugada v2 | R$ 37,64 | 5.692 | 4,52% | 228 | 0 | 0 |
| Curitiba (depoimento) | R$ 29,83 | 1.101 | 4,90% | 20 | 0 | 0 |
| Remédio v1 | R$ 18,17 | 2.635 | 10,55% | 176 | 0 | 0 |
| Madrugada v1 | R$ 19,07 | 2.460 | 9,92% | 132 | 0 | 0 |
| Seguro v1 | R$ 19,59 | 2.302 | 7,12% | 121 | 0 | 0 |
| Mulherada (depoimento) | R$ 4,21 | 130 | 13,08% | 5 | 0 | 0 |
O criativo que gerou 100% da intenção da conta tem o quarto pior CTR da tabela. O "Colegas" no formato original teve 5,88% de CTR e produziu os 3 cliques em assinar e os 3 contatos. O "Remédio v1", com 10,55% de CTR, produziu zero.
Isso reforça a regra que atravessa o relatório: CTR mede se o anúncio chama atenção, não se ele traz a pessoa certa.
Todo anúncio pode aparecer em vários lugares: no feed, nos stories, nos reels, no Facebook, no Instagram. Cada um desses lugares se chama posicionamento, e cada um tem um comportamento completamente diferente. Esta é a primeira vez que a operação olha para isso.
R$ 87,41 dos R$ 234 foram para o Stories do Facebook, que entregou as visitas mais baratas da conta, a R$ 0,11 cada. Barato demais, e aí está a questão.
Stories é uma tela cheia e vertical, percorrida com o dedo em velocidade. As artes foram desenhadas em formato de feed, quadrado e alto, para serem lidas paradas. Exibidas em Stories, elas aparecem cortadas ou espremidas, e o toque acontece muitas vezes por acidente, enquanto a pessoa tenta avançar.
Isso explica o padrão que nenhuma hipótese anterior explicava: volume de visitas subindo e qualidade de leitura despencando ao mesmo tempo.
A medição da página não registra de qual posicionamento a pessoa veio. Então a ligação entre Facebook Stories e a queda de leitura é a explicação mais provável, não um fato demonstrado.
É uma hipótese testável, e barata: desligar Stories e ver se a taxa de leitura sobe. É o primeiro item da estratégia na seção 09.
Este dado nenhuma plataforma de anúncio entrega. Ele vem de instrumentação própria instalada na página, que registra até onde cada pessoa desce. Números de 28/08 a 01/09.
Elas veem a primeira tela, ficam 6 segundos em média, e vão embora. Isso aconteceu com cinco criativos diferentes, dois formatos, duas otimizações e duas ordens de página.
Quando tudo que se muda dá no mesmo resultado, a causa está no que não mudou.
Os mesmos números da seção anterior, lidos como taxa de passagem. É assim que se enxerga onde está o vazamento.
| Etapa | Pessoas | Taxa de passagem | Leitura |
|---|---|---|---|
| Cliques no anúncio | 3.243 | - | ponto de partida |
| Visitas efetivas | 2.691 | 83,0% | 19% desistiu antes de carregar |
| Viram a primeira dobra | 2.011 | 99,0% | a página carrega bem |
| Passaram da primeira dobra | 16 | 0,8% | o vazamento |
| Chegaram na dobra narrativa | 9 | 56,3% | quem desce, continua descendo |
| Chegaram no preço | 0 | 0% | ninguém em 5 dias |
| Clicaram em assinar | 3 | - | vindos de período anterior |
| Preencheram o cadastro | 0 | 0% | etapa ainda sem medição própria |
Todas as passagens são saudáveis, exceto uma. A página carrega para 99% de quem chega, e quem passa da primeira dobra continua descendo em 56% dos casos.
A perda está concentrada em um único degrau: 0,8% de passagem na primeira dobra. Corrigir esse degrau é o trabalho de maior retorno disponível hoje.
Quatro hipóteses. Três refutadas, uma sem veredito. Hipótese refutada tem valor: elimina um caminho caro antes de gastar mais nele.
| Hipótese | O que se esperava | O que aconteceu | Veredito |
|---|---|---|---|
| A abertura do vídeo | uma das três prenderia mais | Colegas foi a única a gerar intenção: 3 cliques em assinar e 3 contatos | confirmada |
| O rótulo escondido | corrigir faria a leitura subir | de 1,1% para 0,9%. Três artes refeitas, número parado | refutada |
| O evento perseguido | visita à página daria volume e aprendizado | visita 5x mais barata, leitura caiu de 13,2% para 0,6% | refutada |
| A ordem das dobras | subir o seguro faria mais gente descer | taxa caiu, mas três outras coisas mudaram na mesma janela | sem veredito |
Em 18 horas, entre 26 e 28 de agosto, quatro coisas mudaram: a ordem da página, os três criativos, o evento perseguido e os posicionamentos. Quando quatro variáveis mudam juntas, nenhuma pode receber o crédito nem a culpa.
Foi isso que deixou a hipótese da ordem das dobras sem resposta, e o que quase fez a operação culpar o criativo por um problema que provavelmente é de posicionamento.
Regra que passa a valer: uma variável por vez, com 48 horas de série limpa entre mudanças. Testar mais devagar chega mais rápido.
A parte comercial. Aqui o relatório declara o que sabe e o que ainda não sabe, sem preencher lacuna com estimativa.
| Indicador | Valor | Situação |
|---|---|---|
| Ticket mensal | R$ 45,90 | medido |
| Meta de aquisição | 10 assinaturas por mês | definida |
| Investimento no ritmo atual | R$ 900 por mês | R$ 30 por dia |
| Assinaturas no período | 0 | nenhuma |
| Receita atribuída | R$ 0 | nenhuma |
| CAC realizado | não calculável | não há venda para dividir o investimento |
| ROAS | não calculável | depende de receita atribuída |
| Vida média do assinante | ainda não medida | não há coorte com histórico suficiente |
| LTV | não calculável | depende da vida média |
| CAC máximo aceitável | ainda não definido | depende do LTV |
No ritmo atual de R$ 30 por dia, o investimento mensal é de R$ 900. Com a meta de 10 assinaturas por mês, cada assinatura precisaria custar R$ 90 para a meta fechar no orçamento atual.
Esse número não é uma projeção de resultado, é aritmética: é o CAC que o orçamento atual comporta se a meta for atingida. Serve como régua a partir de agora.
A pergunta que fica aberta, e é a mais importante do negócio: R$ 90 por assinante de R$ 45,90 por mês é aceitável? A resposta depende de quanto tempo o assinante permanece, e essa informação ainda não existe.
Seria simples escrever "se o assinante ficar 12 meses, o valor de vida é R$ 550,80". O número ficaria bonito na tabela e não teria nenhum lastro: a operação ainda não tem coorte de assinantes com histórico para medir permanência.
O risco não é teórico. É com LTV estimado que se justifica CAC alto. Se o relatório dissesse R$ 550, a conclusão natural seria que dá para pagar R$ 150 por cliente. Se a permanência real for de 3 meses, o valor é R$ 137, e a operação inteira estaria dimensionada em cima de um número que ninguém mediu.
Medir a permanência dos assinantes atuais é o item de maior valor comercial da lista de pendências.
O que muda, o que fica como está, e a razão de cada decisão.
É a única que produziu intenção real em 13 dias: 3 cliques em assinar e 3 contatos no WhatsApp. Volta a perseguir a chegada ao preço, que foi a configuração em que ela entregou 13,2% de leitura.
Por que não mexer: mexer no que funciona sem entender por que funciona é como a operação perdeu quatro dias nesta semana.
Ela não gerou nenhuma intenção, mas compra atenção 42% mais barata que a outra. Isso vira um ativo quando a página estiver convertendo.
Critério definido antes: se até 8 de setembro, com a primeira dobra refeita, ela não sair de 1% para 3% de leitura, é encerrada e a verba inteira vai para o depoimento.
Nenhum criativo novo será produzido nesta fase. Cinco criativos diferentes convergiram para o mesmo 1% de leitura. O sexto daria 1% também.
Produzir arte nova é a atividade que mais parece trabalho e menos muda resultado quando o gargalo está na página. O tempo e o dinheiro vão para a primeira dobra.
Cinco decisões. As três primeiras são de execução e já têm encaminhamento; as duas últimas dependem de definição do time.
| # | Decisão | Situação | Quem decide |
|---|---|---|---|
| 1 | Landing page: reestruturar a primeira dobra | encaminhado é a frente atual | agência |
| 2 | Mídia: testar posicionamentos isoladamente | encaminhado esta semana | agência |
| 3 | Rastreamento: instrumentar cadastro e checkout | encaminhado na sequência | agência |
| 4 | Permanência: medir a vida média do assinante | pendente destrava LTV e CAC máximo | TMD |
| 5 | Escala: definir o CAC máximo aceitável | bloqueado depende do item 4 | TMD |
O investimento não volta a subir enquanto o funil não mostrar avanço. A métrica que libera o aumento é a taxa de passagem da primeira dobra, hoje em 0,8%, com alvo de 5%.
Isso protege o orçamento de uma decisão comum e cara: aumentar verba porque o custo por clique está barato, quando o problema está depois do clique.
R$ 507,38 em 13 dias e 2 campanhas. Cai para R$ 30 por dia a partir de agora.
O depoimento em vídeo. Única fonte de intenção real: 3 cliques em assinar, 3 contatos.
99 de cada 100 pessoas saem na primeira tela, em 6 segundos, com qualquer criativo.
37% da verba foi para Facebook Stories, onde a arte não cabe e o toque é acidental.
Quatro variáveis mudaram em 18 horas. Agora é uma por vez, com 48h de série limpa.
Taxa de rolagem da página: de 1% para 5%. É a principal métrica de diagnóstico das próximas duas semanas. Assim que ela avançar, a leitura volta para conversão e venda.